quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Doenças - Podridão das Nadadeiras

Agente etiológico: A colonização original geralmente é produzida por Pseudomonas fluorescens e Aeromonas liquefasciens ,seguidas por Mycobacterium sp. e Myxobacterias do gênero Cytophaga columnaris e outras. Os tecidos necróticos servirão de meio de cultura para fungos dos gêneros Saprolegnia e Achyla que também favorecem a perda das mesmas.
Fisiopatologia: Quando a colonização destrói a nadadeira e se localiza no pedúnculo caudal , a doença se torna muito difícil de regredir ocorrendo invasão da corrente sanguínea e septicemia.
Tratamento: a) Oxitetraciclina (Terramicina) 500 mg/ 50 litros de água, renovando-se 1/3 da
água a cada 24 horas durante cinco dias.
b) Pincelar as nadadeiras com Iodo-Povidine ou com pomada de Neomicina
c) Aumentar a temperatura do aquário para 30ºC.


Doenças - Chondrococcus (Limo dos peixes)

Agente etiológico: Chondrococcus columnaris
Fisiopatologia: Aparecimento no corpo de uma crosta aparentando limo ou mofo, por vezes atacando também a boca. Peixes habituados a água de temperatura relativamente baixa, quando transferidos para águas de temperatura mais alta são suscetíveis à doença. Além da formação de uma espécie de limo no corpo do peixe,manchas branco-azuladas se fazem presentes. Nesta fase a nadadeira caudal aparece carcomida, bem como as demais. O peixe perde seus movimentos, boqueja e morre ao cabo de alguns dias, se não for convenientemente tratado. Em algumas espécies há o aparecimento do anel hiperêmico( superabundância de sangue) na cauda e às vezes ao redor dos olhos. Os tremores característicos aparecem antes da doença estar em último estágio. A doença geralmente tem início numa ferida. Assim, peixes transportados ou colocados em recipientes pequenos e inadequados têm maiores probabilidades de adquirir a doença. Os que são retirados em redes ásperas, geralmente, apresentam feridas na boca e descamação no corpo, estando nestes casos sujeitos à doença.

Tratamento:
 a) Terramicina 500 mg /40-50 litros de água, em banho de 24 a 48 horas.
b)Tripaflavina 2 mg /25 L de água em banhos de 24 horas
Imagens:


Doenças - Quilodonelose

Agente etiológico: Chilodonella cypprini Moroff
Fisiopatologia: O agente mede cerca de 60 micra de comprimento por 45 micra de largura. Sua forma é oval. Este parasita ciliado, que produz opacidade branco-azulada, parece alimentar-se de células epidérmicas destruídas e de células do epitélio branquial dos peixes. Os indivíduos infestados nadam e respiram com dificuldade, roçando-se contra o fundo de areia a fim de livrar-se dos parasitos. Este parasito se transmite por contágio direto de peixe a peixe. Se o peixe morre, a Chilodonella abandona-o rapidamente. Este ciliado parasita pele e tecidos, portanto é um ectoparasito puro, sendo considerado parasita da debilidade. Sua multiplicação é imensa e ataca somente peixes debilitados.

Tratamento:
a) Banho de tripaflavina por 24 horas (com esta medicação, o parasita morre em 10 horas).
b) Elevar a temperatura da água para 28ºC.
Imagens:


Doenças - Dactilogirose (Flukes)

Agente etiológico: Dactylogirus sp


Fisiopatologia: Verme parasita de 4 olhos e 2 trombas ligadas às glândulas que secretam um líquido irritante. Típico das guelras, é mais perigoso que o Gyrodactylus. O peixe boqueja, suas guelras aumentam, ficam pálidas, salientes e com as bordas engrossadas, forçando os opérculos a ficarem entreabertos.O parasita se fixa no peixe por meio de um disco especial e introduz sua tromba para sugar sangue. Reproduz-se por ovos. Pouco comum nos aquários de peixes ornamentais. Quando a infestação é grande, pode haver destruição do tecido branquial e ruptura de vasos, com a morte por asfixia ou hemorragia.

Tratamento:
 a) Azul metileno 2 mg /litro de água + Formalina (40%) 2 ml /10 L de água ( banhos de 30 a 45 min) retirando o peixe,logo que apresente sinais de angústia.
b) Usar aeração durante o tratamento. Após 3 dias, trocar metade da água.
c) Banho de sal comum, 10 a 15 g /litro de água.

Doenças - Furunculose

Agente etiológico: Aeromonas salmonicida
Fisiopatologia: Doença de caráter infeccioso. As úlceras aparecem nas zonas mais ricas em vasos capilares. O agente etiológico causador é uma bactéria gram-negativa, imóvel e não produtora de esporos que, inserindo-se no peixe destrói o tecido em redor do ponto de infecção. No início, surgem manchas vermelhas, dando a impressão de ferimentos, depois há o aparecimento de bolhas de pus e sangue. A seguir, essas bolhas se abrem, havendo formação de úlceras (o pus libertado pode contaminar os outros peixes). A sintomatologia apresenta também escaras do tipo ulceroso no corpo dos peixes, iniciando-se, geralmente, no pedúnculo caudal, podendo, no entanto, ter início em outras partes do corpo.

Tratamento:
 a) Terramicina 500 mg /50 L de água por 24 horas, repetindo-se o banho dentro de 5 dias,até controlar.


Doenças - Tricodiníase

Agente etiológico: Trichodina domergue


Fisiopatologia: Cilióforo (protozoário provido de cílios), muito comum nos aquários, que só ataca os peixes quando eles se encontram em precárias condições de saúde, portanto quando debilitados.Causa extrema irritação e coceira , produzindo hiperemia pelo ato de se coçar.

Tratamento:
 a) Banho de tripaflavina : 10 mg/litro de água/ 24 horas (com esta medicação,o parasita morre em 10 horas).
b) Elevar a temperatura da água para 28ºC.
c) Tratar as causas que levaram à debilidade (stress,deficiência na alimentação,água com parâmetros inadequados , etc).
Imagens:

Doenças - Ictiofonose

Agente etiológico: Ichthyophonus hofer
Fisiopatologia: Transmite-se por esporos, através de alimentos contaminados. Esse germe se desenvolve no estômago e intestinos, sendo eliminados pelas fezes. Alguns perfuram a parede do intestino e são levados pelo sangue para diversos órgãos como o coração e fígado, onde ficam sob a forma de pequenos nódulos pardos ou pretos. Quando eles se rompem, os órgãos são atacados e o peixe morre. Ela só aparece quando o parasita é levado por alimentos, materiais ou peixes contaminados, mas as más condições da água facilitam sua difusão. Os peixes a transmitem uns aos outros através de feridas e abscessos ou pela ingestão de peixes mortos por ela.
No estômago, o quisto se rompe, soltando as larvas infestantes.
Os primeiros sintomas são difíceis de serem identificados pois são muito variados. Podem ocorrer perda de apetite, entorpecimento , exoftalmia e nadadeiras dobradas.O peixe fica escondido a maior parte do tempo.Apresenta instabilidade para nadar e movimentos estranhos. Fica no fundo, com a barriga inchada.Pele e escamas ficam como que vidradas. O peixe vira sobre o seu eixo e fica balançando.Formam-se às vezes, placas ou ulcerações na pele.Emagrecimento. Pele desbotada. As nadadeiras perdem pedaços. Boca sempre aberta. O doente às vezes só morre após 6 meses.


Tratamento: O peixe deve ser sacrificado. Não há cura.

 
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